maio 13, 2005
Nocturno
Quando te conheci, houve um lugar... um temp....o e um sentimento.
O que é feito desse tempo?!
O tempo?!
Esse tempo ficou marcado e quanto ao lugar, esse será lugar será sempre lembrado!
Por fim, o sentimento. Esse... jamais acabado!
E agora? Agora, tanto o tempo como o sentimento me trazem e me lembram dia após dia...após dia... após dia.... a tua ausência.
Por isso peço-te, faz da tua ausência o bastante para que eu venha a "sentir a tua falta", mas....
.... não a prolongues a ponto de que eu me venha a acostumar a viver...
.... sem ti.
R|R
"Vontade"
Quando sentires vontade de chorar...
Não chores,
Chama-me que eu choro por ti.
Quando sentires vontade de sorrir...
Avisa,
Que eu vou ter contigo, para nós os dois sorrirmos juntos!
Quando sentires vontade de amar,
Chama por mim,
Que eu venho amar-te .
Quando sentires que tudo... está acabado,
Grita,
Que eu ajudo a reconstruir.
Quando achares que o Mundo é pequeno demais para as tuas tristezas,
Chama-me,
Qque eu faço dele pequeno para a tua felicidade!
Quando precisares de uma mão,
Chama por mim,
Que a minha é sempre tua.
Quando precisares de companhia, naqueles dias tristes...
Eu vou ao teu encontro.
Quando precisares de ouvir alguém dizer: Eu amo-te!...
Fecha os olhos e,
Escuta a minha voz na tua cabeça.
Nestas palavras, deixo-te as vontades...
Nestas palavras...
Me entrego a ti.
Nestas palavras...
O meu princípio e,
O meu fim.
"Poemas do meu Eu" - R.S.F.
Rpapyrus @ 01:20 AM [ 2 comentários: comentar/ver ]
maio 08, 2005
Algures... nos meus pensamentos.
Um.....dois... três pescadores que me fazem companhia nesta longa, fria e sozinha a noite.
Ouço o mar, as madrugadoras falas dos pescadores, ouço... ouço o silêncio.
A minha companhia?
Somente uma "fartura" que a pouco e pouco vou devorando e... a tua foto no meu telemóvel.
Vezes sem contas o meu polegar "te" acaricia.
Vezes sem conta, o meu olhar se perde em ti...
Vezes sem conta... que me encontro assim, sozinho.
O embalar do mar, o abrir e fechar da tampa do telemóvel só pra te espreitar, o ciclo das ondas, o barulho delas... tudo...
Assim que entrei no carro para iniciar o regresso a casa, não parava de pensar em ti.
Magicando palavras, sentindo outras, chorando outras tantas... lembrei-me e, mentalmente escrevi e guardei, para agora... publicar.
"Ausência... presente"
Na solidão das ruas,
Gélidas e abandonadas,
Não consigo tirar do pensamento...
As lembranças.
Lembranças daquele abraço apertado,
Dos longos beijos,
Das palavras ditas por nós...
Que ecoam em nossos sentimentos.
De cada gesto,
De cada olhar,
De cada carinho,
Enfim, tudo.
Na solidão do carro,
Ainda sinto o teu cheiro,
Espalhado no ar.
Na solidão do meus pensamentos...
Anseio a chegada.
O regresso...
Anseio para poder,
Navegar em teus pensamentos e,
Voar nas asas da imaginação.
Na ausência, jamais conseguirei
Esquecer ou arrancar...
Do meu peito esta paixão.
Tudo.
A lembrança dos teus beijos...
A tua voz...
Tu...
Na noite te procuro e... guardo.
Guardo dentro de mim...
Somente essa ilusão de tua presença.
Porém, entre as estrelas e,
E o chão que piso...
Prefiro ficar a vaguear nesta madrugada...
Vaguear no ar,
Procurando teu perfume,
Tua essência...
Procurando a razão do meu viver...
Tu.
Na solidão do chegar a casa, já sei.
Irei lembrar, já deitado, que
No Passado,
Buscava o "amanhã".
Para o Futuro...buscarei o infinito...
O meu sonho eterno...tu.
Agora... somente me busca uma coisa...
A tua ausência presente.
"Poemas do meu Eu" - R.S.F. / 2005
R|R